terça-feira, maio 31, 2011

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Ele é daquelas pessoas que entram na nossa vida e nos fazem passar o resto do tempo que ainda teremos entre a vontade de beijá-lo e socá-lo. Já faz alguns anos, mas ultimamente tem sido mais frequente...

quarta-feira, maio 25, 2011

Muitos, é o que somos

Às vezes nos perguntamos se escolheríamos ser quem somos e acreditar no que acreditamos se tivessem nos dado a oportunidade de optar. Às vezes dói, cansa, física e emocionalmente. É difícil ter consciência do mundo como ele é. Isso nos dá uma responsabilidade imensa que pesa nas costas, nas pálpebras... Às vezes temos que calar coisas que gostaríamos de falar, mas mais comum ainda é termos que falar coisas que não gostaríamos nem de saber.
Nossa vida é um dilema entre a vontade de correr e de ficar. Nós choramos e sorrimos, algumas vezes aos berros, outras em silêncio, depois que todos já se foram.
Nós sabemos quase tudo o que é certo e errado. Às vezes temos dúvidas. Na verdade temos dúvidas todos os dias, mas, juntos, quase sempre optamos pela coisa certa. Juntos, impedimo-nos de desistir, animamo-nos uns aos outros.
É preciso resistir, em todos os sentidos que essa palavra pode ter. Algumas vezes uma piada é mais do que suficiente para nos ajudar nisso, em outras oportunidades são necessárias quatro horas de reuniões ininterruptas. Entre nós há jovens e velhos. Os jovens são a esperança de que a luta não morrerá, os velhos são a segurança de que nunca nos arrependeremos.
Apenas coletivamente somos alguém. Foi isso que aprendemos e é isso que sentimos.
Nós viemos juntos até aqui e não vamos desistir agora.

quarta-feira, abril 27, 2011

Seu mundo é moderno?

Nunca tínhamos ido àquele restaurante. Fazia uma bonita noite de outono e tomávamos cerveja. Então o vi se aproximando pela calçada. Nossa mesa ficava tão perto da rua que eu conseguiria tê-lo tocado. Tive vontade de ajudar, mais tarde lembrei que poderia ter oferecido ao menos uma água. Era um homem puxando uma carroça carregada de papelões (deve ter sido um dia “bom”, pois a pilha de materiais chegava a uns dois metros e meio). Um homem cansado, suando, com cara de dor. Às 21h30 de uma terça-feira. Como é possível que esse tipo de imagem torne-se normal no cenário do nosso dia-a-dia? Vira papel de parede, no início choca, depois nem a notamos mais. Conheci um loteamento onde a maior parte dos moradores vivia de recolher lixo reciclável. Esse lugar é longe do Centro, muito mais longe se considerarmos que eles fazem esse caminho a pé, diariamente, puxando uma carroça. Perguntei-me se era para lá que ele estava indo. Perguntei-me quantos filhos ele teria e para quanto tempo daria o dinheiro da venda daquilo. Ainda vivemos na Idade Média, e há os que defendem que é muito sofrimento para os cavalos fazer esse serviço.     

domingo, abril 17, 2011

Como naquela música do Engenheiros, às vezes a gente é o que dá para fazer. Só o que dá para fazer. Mas como não se martirizar até o fim dos tempos por isso?