sábado, fevereiro 27, 2010

Uma certeza clichê

Tudo aconteceu tão rápido e tão devagar que nunca poderão entender. Estavam lá durante tanto tempo e nem ao menos gravaram os nomes um do outro. E, de repente, ela o achou tão bonito e nunca mais conseguiu largá-lo.
Às vezes ela ainda o olha e se pergunta o que faz deitada ao seu lado. Mas essa sensação de estranheza vai diminuindo na mesma proporção em que cresce a certeza de que nasceram um para o outro. E não importa o quanto isso soe clichê, ela quer gritar bem alto e ponto.

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Não sei se a palavra seria nostalgia

Ele me disse que estava namorando e que ia voltar pra cidade dele, e eu lhe contei que também estava amando. Senti uma súbita felicidade por ele e simpatizei de cara com a garota que fisgou seu coração. Ela devia ser realmente especial, pois uma vez ele me contou que não se apaixonava muito fácil. Mais tarde conversei com outro amigo que me falou sobre a vontade de encontrar um amor. Esse eu acho que tem saudades de casa, mas é uma impressão muito minha porque eu acabei não perguntando isso a ele. Pensei sobre essas bifurcações da vida, sobre quem vai, quem fica e quem ama. Sobre quanto o mundo me parecia grande há uns anos e sobre como, de repente, todo mundo está indo embora pra capital. Sobre como eu já briguei e já voltei a adorar alguns dos meus personagens. Dei-me conta do quanto ainda sou nova e da quantidade de histórias que eu tenho pra contar sobre amigos, lugares, família, amores... Aí eu fiquei imaginando como será quando eu tiver uns 90 anos. E me senti muito feliz.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Chegou para completar minha vida
E, vejam só que coincidência...
Conquistou-me com versos de partido.

segunda-feira, janeiro 18, 2010

Personagens

Pense duas vezes antes de pedir para ser apresentado a ela.
Você pode acabar virando apenas um personagem para textos baratos em um blog qualquer.

segunda-feira, janeiro 11, 2010

No fundo eu gostava do Tonico

No final da noite, no penúltimo dia daquele verão, em um cenário muito diferente do comum, ela fez uma pergunta e ele apenas balançou a cabeça afirmativamente. Um misto de maus sentimentos estourou no peito dela. Aquilo era a única coisa no mundo que ele não poderia ter feito.

Depois de duas noites de sono, uma boa e outra não, ela organizou os pensamentos assim:

Não havia motivos para você estragar tudo, mas você estragou; não bastasse, ainda fez aquilo que só eu dizia que você nunca faria. Uma coisa que me deu muita vontade de vomitar. E eu fico realmente impressionada com a minha capacidade de ainda te amar.

Era algo como um dizer infantil que ela conhecera há muito tempo: “Mãe, ô mãe... o Tonico pisou no meu pé. E ainda por cima roubou o meu saco de pipoca”.